domingo, 23 de maio de 2010

Perguntas corporais: Parte 1



Quem diz os limites do meu corpo?

O corpo como território de aprisionamento, ou território de acesso?

terça-feira, 18 de maio de 2010

GESTALT- Um convite ao encontro consigo, com o outro, com a vida

por Cristhie Rodrigues


Gestalt traduz totalidade, configuração. Um convite a que cada pessoa experimente seu modo de ser único e singular na vida, pleno em cada instante, autêntico e espontâneo com todas as suas dimensões. Um convite ao encontro consigo mesmo, inteiro, com e no mundo.

“Gestalt é uma teoria, é uma técnica, é uma arte e é, na síntese harmoniosa destas três coisas, que a Gestalt vai ao encontro do ser humano, propondo a ele um re-encontro, um re-visitar de todo o seu ser para re-encontrar suas mais belas dimensões perdidas, ao longo do tempo.”(Jorge Ponciano)

A Gestalt-terapia foi co-fundada por Fritz Perls na década de 50 junto com Paul Goodman, Ralph Hefferline, Laura Perls, Isadore From, Paul Weisz , Elliot Shapiro e Sylvester Eastman. A partir dos pressupostos filosóficos do Humanismo, Existencialismo
e Fenomenologia, a Gestalt propõe uma consciência que extrapole as fronteiras do racional, para incluir a visão de homem enquanto uma totalidade- e parte de uma totalidade mais ampla e complexa- que representa o contexto no qual ele se encontra inserido.
Através das lentes gestálticas, Somos um campo e pertecemos a um campo, integrado e organizado, em uma visão macro e micro-sistêmica dos diversos campos que compõem a realidade existencial (campo geo-biológico, campo sócio-ambiental, campo psico-emocional e campo sacro-transcendental). Não há separações entre o que somos, mas sim integração, correlação, organização e interdependência. No momento em que algo muda em qualquer um dos campos, o todo holístico relacional é re-configurado, tornando-se uma nova organização, uma nova gestalt, e então já somos diferentes em nós mesmos novamente.


Cristhie Rodrigues é psicóloga, especializanda em Gestalt-terapia (Daisen/Marília), Idealizadora dos projetos psico-comunitários Ciranda de Mulheres,Roda de Saúde e co-criadora do evento Oficina "Dançar a vida".

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Despertar Criadores




"Não existe ato mais revolucionario do que ensinar um homem a enfrentar o mundo enquanto criador." GARAUDY
Educação poético do movimento. A denominação surge depois de não saber em que lugar encaixar: o ator ou o bailarino.
Eis um lugar restaurado: Educador Poético. Afora arrogâncias ou prepotencias, apenas instigação. A poesia surge dos questionamentos. O poeta ao sentir traduz-se, ao traduzir conta o que e como sentiu: Dor, pena, prazer, incompletude. Sensações.
O vocabulário poético é então requisitado: Rimas, estrofes, construções contemporaneas para um corpo que está latente de expressões.
Educação não é igual a formatação. Sim! Existem os limites, porém são limites provisórios. Assumidos enquanto bailarinos que reconhecem suas potencias do agora e validam esse agora, e é claro, ansiando pelo amanhã.
"Não se trata de criar uma nova magia por meio de uma gesticulação simbólica, alheia à vida e sem alcance sobre ela, mas de dar ao homem a imagem de como sua vida poderia ser um movimento harmoniosos, livre e alegre para nele despertar a nostalgia do futuro e a vontade de tornar esse possível realidade." GARAUDY
Uma educação de perceber-se. Sentir que seu corpo (a própria pessoa) é a concretização de sua história, de suas experiências corporificadas (corpespiriente). Elas ali, no envólucro corporal, as quais se fizeram mais corpo, mais história e mais traços.
Aceitar, validar e expressar-se. O educador poético do movimento estimula, instaura a pergunta. O movimento responde: O que? Como? Porque? Ele (o movimento) responde: Movimento diz apenas movimento!
Cabe ao sentir dos demais, o sentir.
Educar poeticamente é permitir, ou dizer: Vá! Sim, você pode. Limites? Quais são os seus? Os meus são esses. Quer descobrir os seus? Então dê-me sua mão, estou ao seu lado.
A partir do convite, do compartilhar, a dança é revelada. Ela sempre esteve lá. E a poesia começa. Como uma vida com uma trilha sonora mais alta, como um céu que vai se abrindo conforme se corre ao longo da margem de um mar ou como olhos que lentamente se abrem para ver quem eram aqueles que gritavam surpresa ao entrar em sua casa escura.
O movimento acontece. Desnuda.
E nú, dançam: Educador, bailarino, espaço e pensamentos.

A Educação Poética do Movimento se baseia nos principios da Educação Somática, Dança, Terapias Contemporâneas e Gestalt- Terapia, reforçadas pela palavra "Corpespiriencia" (CORPO +EXPERIÊNCAS). Não se trata de uma nova modalidade, mas sim de um outro nome para um outro rearranjar de pressupostos.

"O objetivo das artes do movimento e da educação a partir do movimento não é o de habilitar a uma carreira bem sucedida na hierarquia social, mas o de desenvolver o amor pela e a aptidão para a criatividade pela expressão pessoal. Esse objetivo é, ao mesmo tempo, uma experiência estética fundamental e um engajamento social. O ato de criação, ou seja, ato revolucionario de desprendimento das rotinas da ordem estabelecida, de seus valores e de suas rígidas hierarquias, esforço para conceber um novo projeto de civilização e os meios de realizá-lo em nome desse critério único: instituir uma economia, um sistema político e uma cultura que criem as condições nas quais cada homem possa vir a tornar-se um homem, isto é, um criador, um poeta." GARAUDY



Roger Garaudy é um dos pensadores franceses mais conhecidos no Brasil.
Bibliografia:
ROGER GARAUDY, DANÇAR A VIDA.
THOMAS HANNA, CORPOS EM REVOLTA.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Isadora Duncan- a dança do Anahata Chackra


Tive o prazer de no meio de minha trajetória cruzar com Francesca Todesco, bailarina da Duncan Dance, uma Cia de Danças de Nova Iorque que ainda reproduz e trabalha com as aulas baseadas no trabalho de Isadora Duncan. Um alento para os apaixonados pela bailarina e seus escritos, uma respiro para a dança e sua tradição.
Contemporânea de Stanislavski, Meyerhold, Rudolf Laban, Craig, Isadora Duncan trouxe a sensibilidade e a pesquisa para o universo da dança. Outras vestimentas, outras maneiras de sentir e exercutar a dança, outros movimentos de partida. O centro do peito leva os movimentos na barra e no espaço, o corpo suspenso, os deuses gregos, a mitologia e as imagens dos vasos gregos e egipcios serviram de inspiração para essa bailarina que revolucionou a dança, encantou salões com suas apresentações carismáticas.
"Minha dança é mais precisamente um esforço para expressar a verdade do meu ser" (ISADORA DUNCAN)
Duncan trouxe algo para a dança correspondendo com o que propusera Stanislavski na Rússia. Estar na situação proposta da sensação e então dançar.
"Para mim a dança é não apenas uma arte que permite à alma humana expressar-se em movimento, mas também a base de toda uma concepção da vida mais flexível, mais harmoniosa, mais natural. A dança não é, como se tende a acreditar, um conjunto de passos mais ou menos arbitrários que são o resultado de combinações mecânicas e que, embora possam ser úteis como exercícios técnicos, não poderiam ter a pretensão de constituirem uma arte: são meios e não um fim." (ISADORA DUNCAN)
Isadora permitiu-se apoderar pela música, sendo a primeira que ousou dançar Bach, Chopin e Beethoven. Dizia a seus alunos: "Ouça a música com a alma.E sentirão um ser interior que desperta no fundo de vocês´. É pela ação dele que as suas cabeças se erguem, que seus braços se elevam e que vocês caminham lentamente em direção à luz... Este despertar é o primeiro passo da dança tal como a concebo."
Na sua última estada, depois dos Estados Unidos, Europa, Duncan foi convidada pelo governo Soviético para montar sua escola na Rússia. O outubro vermelho estava instaurado. Sob o pretexto de Lênin: "Só o governo Russo pode compreendê-la. Venha para o nosso país. Nós faremos a sua escola."
Isadora parte para Rússia, seus sonhos, sua vida, sua dança.

Keleman e Campbell: Nossos Mitos, nossos corpos



"O nosso objetivo como seres individuais corporificados é manifestar o processo somático como uma experiência mítica. Ao perdermosa a nossa realidade somática, tornamo-nos habitantes de uma terra de ninguém: o mito do corpo abandonado. Preencher-se novamente é o Graal." (KELEMAN, Stanley)

Que mitos preenchem nosso inconsciente e processam em nossos corpos padrões formativos da realidade somática?

"Confundimos a distinção entre experiencia mental e experiencia organica." KELEMAN.

Como dançar por entre os mitos? Acessá-los, conscientizar-se deles?

"Para mim, existe aainda outro aspecto adicional ao mito da criação e da evolução que é o vir a existir da subjetividade do corpo. O mito parece falar aos estados somáticos internos. Para mim, o mito trata do nascimento e da evolução da experiência subjetiva interior do corpo." KELEMAN

"O que existe dentro é igual ao que existe fora, quebremos o vaso que nos separa." Livro tibetano do Viver e do Morrer.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Rolfing


Criado por Ida Rolfing, esse processo caracteriza-se pela atuação no tecido miofacial, tecido que reveste a musculatura. Por intermédio de movimentos, pressões e manipulações desse tecido, é possivel promover a integração das estruturas corporais, conjuntamente com a conscientização e percepção daquele que recebe o Rolfing. O protocolo consiste em dez sessões, em que se trabalhará todas as estruturas e as fascias, buscando a organização das mesmas.
Bibliografia importante para leigos e estudiosos no assunto: Integração das estruturas humanas por Ida Rolf.No brasil é possível encontrar muitos profissionais habilitados em Rolfing.
Indico as sessões a todos os que se interessam pela integração corporal, e também para àqueles aos quais dores ocasionais ou constantes assombram.
Pode ser mais simples do que se imagina.

Oficina Dançar a Vida


"O que aconteceria se ao inves de vivermos a vida, nos entregássemos a sabedoria ou a loucura de apenas dançá-la" Roger Garaudy

Esse é o princípio do trabalho. Em co-criação com Cristhie Rodrigues, terapeuta gestaltica e consteladora, "Dançar a Vida" é um momento de dança-terapeutica para todos os interessados.
As primeiras vivências aconteceram de março a abril de 2009 no Instituto Visão Futuro em Porangaba, São Paulo, durante o curso de Formação de Instrutores de Ioga. A partir dali, em maio a Oficina veio para São Paulo no AANGA Arte-Educação do Movimento localizado na Vila Madalena.
Por intermédio do movimento, o objetivo é simplesmente dançar o momento. Buscar a gênese clara e vasta do corpo-mente, pulsando ali, naquela uma hora de dança. Uma dança-meditativa, que desvela nossa história e nos traz a consciencia de nossa relidade.
Em 2010 a Oficina volta com novos formatos e datas. Aguardem

www.oficinadancaravida.blogspot.com